O Ladrão Também Tem Mãe
O ladrão também tem mãe,
Como o filho que cresce no lar,
Com sonhos e esperanças,
Que um dia, talvez, se perderá.
Ela o viu dar seus primeiros passos,
E sonhou com um futuro de luz.
Mas o caminho se fez tortuoso,
E ele se afastou daquilo que seduz.
Ela ouvia os passos na calada da noite,
Com o coração apertado, sem saber,
Que o filho que amava em seu peito,
Buscava na rua o que não podia ver.
O ladrão também tem mãe,
Que chora, que ora, que sofre em silêncio,
Com a alma partida e a dor no olhar,
Desejando que ele reencontre seu alento.
Mas o mundo é duro, e o filho se perde,
Entre escolhas erradas, que o tempo não apaga,
E a mãe, aflita, se pergunta, em pranto:
Será que ele ainda lembra da minha estrada?
O ladrão também tem mãe,
E sua dor é invisível, mas real,
Ela sonha com a redenção,
E que o filho volte a ser o seu bem essencial.
Lucileide Flausino Barbosa
Enviado por Lucileide Flausino Barbosa em 07/12/2024